Faltam poucos dias para a sétima edição da Parada LGBT - Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros de Palmas, que acontece no dia 27 de junho. O evento reúne milhares de pessoas de todo o Estado que lutam pelos direitos iguais e manifestam seus desejos para a classe. A principal reivindicação contida nos últimos anos tem sido o combate à homofobia. Em 2007, o Giama - Grupo Ipê Amarelo, ONG responsável pela organização da parada da capital, realizou uma pesquisa com a população LGBT, e apontou que 85% dos entrevistados já sofreram algum tipo de violência, seja física ou verbal, apenas por sua orientação sexual.
Que tipo de resultados positivos este evento tem trazido para os gays de todo o país? Já se passaram três anos da pesquisa, e crimes continuam acontecendo em Palmas, no Tocantins e no Brasil.
Em uma outra pesquisa, mas realizada pelo Grupo Gay da Bahia, 198 homossexuais foram mortos no Brasil em 2009 por homofobia, nove a mais do que em 2008, sendo que no México foram 35 e no Estados Unidos com 25 crimes homofóbicos. O Brasil, é o país com o maior número de crimes homofóbicos do mundo. As travestis tem chances de 259 vezes a mais do gay de ser assassinado no Brasil
Em abril deste ano, O travesti, identificado pela polícia como sendo Adalberto Alberto de Morais, de 17 anos, foi assassinado na capital, ele teria sido morto a golpes de estilete, ninguém foi preso. E no início deste mês de junho, um outro crime está sendo investigado, o estudante de direito Luano Alves foi morto na cidade de Angico, norte do Estado a golpes de pauladas, a suspeita é que também seja mais um crime homofóbico no Estado, ninguém também foi preso.
Manifestar, aclamar os direitos, chamar a atenção dos políticos e da maioria da população durante a parada gay: É o que podemos dizer ser de suma importância para mostrar a seriedade da passeata para a sociedade, para que crimes como os citados acima, acabem e não fiquem no silêncio. Sementes devem ser plantadas na cabeça de cidadãos que não respeitam àqueles que tem por direito serem diferentes.
O principal objetivo do evento deveria ser esse, mas ao participar, o que se vê são pessoas que saem as ruas apenas para beber, dançar, beijar, utilizar produções que nem deveriam "sair do armário", muitos nem sabem o objetivo da festa. Não é desta forma que o respeito será conquistado com os que simpatizam e com os que ditam as leis deste país. O que deve ser mudado? Como conseguir bons resultados? Deve-se galgar a liberdade ou a libertinagem? Até que ponto vale a pena se pintar para ir pra guerra?
Álvaro Júnior
Pesquisa: Giama, Site: Grupo Gay Bahia e Polícia Militar/TO
Álvaro Júnior
Pesquisa: Giama, Site: Grupo Gay Bahia e Polícia Militar/TO


Muito bom o seu ponto de vista... concordo plenamente... trabalhando aqui no hospital, já presenciei violencias desse tipo, contra homossexuais... ficamos indignadas, mas não divulgamos para preservar a vitima e respitar sua vontade de ficar anonima.... mas acho um absurdo, e o movimento GLBT não deve fechar os olhos pra esses tipos de acontecimento.
ResponderExcluirSou contra qualquer preconceito: Raça, Sexualidade, Religião... Mas, infelizmente existe gente tola em todo canto! Lamentável!
ResponderExcluirMuito bom o post! ;)
Nossa Álvaro, mt bom seu texto, sempre tive este pensamento e ao compartilhar com um amigo gay, ele não entendeu mt bem! Sou contra td tipo de preconceito, mas o q não dá é vc sair às 17h de um domingo e passar em frente à Feira do Bosque(local família, repleto de crianças) e ver atos mts vezes obscenos explícitos em paradas gays (experiência própria-,morei em frente ao Bosque)! Os gays devem lutar pelos seus direitos sim, mas sem libertinagem!
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