segunda-feira, 21 de junho de 2010

Parada gay: liberdade ou libertinagem?

Faltam poucos dias para a sétima edição da Parada LGBT - Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros de Palmas, que acontece no dia 27 de junho. O evento reúne milhares de pessoas de todo o Estado que lutam pelos direitos iguais e manifestam seus desejos para a classe. A principal reivindicação contida nos últimos anos tem sido o combate à homofobia.  

Em 2007, o Giama  - Grupo Ipê Amarelo, ONG responsável pela organização da parada da capital, realizou uma pesquisa  com a população LGBT,  e apontou que 85% dos entrevistados já sofreram algum tipo de violência, seja física ou verbal, apenas por sua orientação sexual. 

Que tipo de resultados positivos este evento tem trazido para os gays de todo o país? Já se passaram três anos da pesquisa, e crimes continuam acontecendo em Palmas, no Tocantins e no Brasil. 
Em uma outra pesquisa, mas realizada pelo Grupo Gay da Bahia, 198 homossexuais foram mortos no Brasil em 2009 por homofobia, nove a mais do que em 2008, sendo que no México foram 35 e no Estados Unidos com 25 crimes homofóbicos. O Brasil, é o país com o maior número de crimes homofóbicos do mundo.  As travestis tem chances de 259 vezes a mais do gay de ser assassinado no Brasil

Em abril deste ano, O travesti, identificado pela polícia como sendo Adalberto Alberto de Morais, de 17 anos, foi assassinado na capital, ele teria sido morto a golpes de estilete, ninguém foi preso. E no início deste mês de junho, um outro crime está sendo investigado, o estudante de direito Luano Alves foi morto na cidade de Angico, norte do Estado a golpes de pauladas, a suspeita é que também seja mais um crime homofóbico no Estado, ninguém também foi preso.
 
Manifestar, aclamar os direitos, chamar a atenção dos políticos e da maioria da população durante a parada gay: É o que podemos dizer ser de suma importância para mostrar  a seriedade da passeata para a sociedade, para que crimes como os citados acima, acabem e não fiquem no silêncio. Sementes devem ser plantadas na cabeça de cidadãos que não respeitam àqueles que tem por direito serem diferentes. 

O principal objetivo do evento deveria ser esse, mas ao participar, o que se vê são pessoas que saem as ruas apenas para beber, dançar, beijar, utilizar produções que nem deveriam "sair do armário", muitos nem sabem o objetivo da festa. Não é desta forma que o respeito será conquistado com os que simpatizam e com os que ditam as leis deste país. O que deve ser mudado? Como conseguir bons resultados? Deve-se galgar a liberdade ou a libertinagem? Até que ponto vale a pena se pintar para ir pra guerra?


Álvaro Júnior


Pesquisa: Giama, Site: Grupo Gay Bahia e Polícia Militar/TO

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Vuvuzelas: uma maldição para os ouvidos

A estreia  da equipe do Brasil na Copa do Mundo 2010, levou milhares de torcedores ao Palmas Shopping para assistir o jogo. Quem passou por lá pode presenciar a verdadeira esbórnia que estava o recinto. Pessoas, que nem sabiam qual era o lado que o time  brasileiro fazia gol diziam estar "torcendo"  pelo país. Podiam estar, mas de forma desumana e única de se ver. Para complentar ainda levaram como companheira de torcida, a famosa vuvuzela, mais conhecida como "cornetinha do diabo".  O que é aquilo? Um inferno!
Impossível você levar sua família para aquele local, sentar e assitir o jogo. E nos estádios não é diferente, os jogadores reclamam que mal ouvem as instruções, por que lá também existem as cornetinhas malditas.

Estudos afirmam que a vuvuzela tem sido alvo de controvérsia devido ao instrumento causar danos auditivos graves e permanentes, e por ser um disseminador de doenças (a gripe em particular, mas podendo ser qualquer germe) substancialmente mais perigoso do que tossir ou falar. É também perigosa para os animais, visto que estes possuem geralmente uma audição mais sensivel, podendo criar situações de pânico e terror além de danos mais sérios em comparação com humanos.

Na portaria do Palmas Shopping, uma enorme placa feita em pvc revestida em adesivo, alertava os torcedores sobre a proibição do objeto dentro do estabelecimento, os seguranças recolhiam algumas vuvuzelas, causando um verdadeiro auê. Mas quando começou o jogo, não sei de onde surgiu outras "pragas", a impressão é que você está dentro de uma buzina de trem.

Esse objeto deveria ser proibido em Palmas, no Tocantins, no Brasil no mundo.  É algo provocante, quando você ouve aquilo soar no seus ouvidos, dá vontade de voar em quem está assoprando. Não existe mais canto de torcidas, quer algo melhor que ouvir mlhares de torcedores vibrando por um único time?

Deixo meu recado: Ignore essa corneta maldita, não compre vuvuzela e nem leve para estádios ou locais fechados, não incomode quem ainda prefere torcer pelo seu time da forma tradicional e humana.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

365 dias em contagem regressiva

Assim que o STF - Supremo Tribunal Federal, concedeu um prazo de doze meses para que o Estado tome providências como a realização de Concurso Públicos, para substituir, os servidores comissionados, ouvi muitos comentários: "Temos tempo para adquirir muitas coisas em um ano.", disse uma servidora em conversa aberta.
Não duvido que isso seja possível, na verdade são 365 dias, cada um administra sua vida e seu dinheiro da forma que quiser. Uns se sobressaem outros nem sabem o que vão fazer com o dinheiro ganho no período. Uma vitória ou ilusão.

Em um dos trechos do julgamento, a Ministra relatora do do processo da ADI - Ação Direta de Inconstitucionalidade, disse que  que cada servidor, deve ser valorizado pelo seu esforço e não por que algum político está em débito com você e te ofertou um cargo público. Uma mensagem que nos faz parar e pensar que  o correto, é que  busquemos algo mais concreto, um futuro certo, sem  cronômetro na vida avisando os minutos restantes de emprego.

Agora é a hora de desocupados, servidores "dedicados", mostrar seu verdadeiro potencial e conseguiur de fato, um emprego adquirido graças a seu suor.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Carlos Gomes: Jornalista de qualidade


Quando crescer quero ser assim! Muitos já disseram essa frase. Carlos Alberto Gomes Ferreira ou como muitos o conhecem "Carlão",  - Jornalista dedicado, dono de reportagens que sempre causam repercussão, tudo vira sucesso por causa do brilhantismo de seu trabalho e pelo denodo como que exerce o jornalismo
Tenho a  honra de produzir matérias especiais reportadas por ele. Um monstro do jornalismo tocantinense, um espelho para muitos profissionais que estão começando, assim como eu, que tenho uma longa trajetória pela frente. 

Nascido em Porto Nacional em 04 de Dezembro de 1961, "Carlão" estudou jornalismo em Goiânia, concluiu o curso em 1984, mas desde 1980 já trabalhava como repórter de rádio e em seguida na TV Brasil Central em Goiânia. Lugar e pessoas daquela época que tive o privilégio de conhecer quando fui produzir uma reportagem especial  para o aniversário de Palmas.

Rosa Gomes Ferreira e Severo Gomes Ferreira, pais de Carlos Gomes, deviam ter orgulho deste ícone, pessoa simples e com uma humildade que me incomoda. Jeito de moleque, mas um homem com responsabilidade e um caráter invejável.

Para não dizer que não falei de Carlos, essa é uma pequena parte da história deste profissional que me espelho e que tenho orgulho em dizer: "Serei assim quando eu crescer!"

Álvaro Júnior



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